WE SEA


O Melhor de Clube Miragens, o terceiro disco de WE SEA, chegou ao público em setembro de 2025 com selo Marca Pistola. O álbum está disponível em todas as plataformas digitais, incluindo Spotify, Tidal, YouTube e Apple Music.
Este novo trabalho sucede a Basbaque (2019), álbum de estreia, e Cisma (2021), consolidando a identidade sonora do trio açoriano formado por Clemente Almeida (baixo, sintetizadores), Rui Rofino (voz) e Rómulo San-Bento (guitarra).
O Melhor de Clube Miragens nasce de um espaço mítico: o Clube Miragens, bar lendário que vive simultaneamente na memória e na imaginação da banda. É um cenário algures entre os sonhos dos WE SEA e um imaginário coletivo que acredita que algumas revoluções só acontecem na pista de dança.
O disco reúne versões dos temas que compunham as últimas playlists do DJ residente Clube Miragens, preservando a parábola deste alegórico bar no Monte Escuro, momentos antes de voar demasiado perto do sol. Um espaço de memórias ora históricas, ora mitologizadas, de sítios como o Frágil, em Lisboa, ou o Cheers, em São Miguel. Uma homenagem para recordar que, primeiro, manter um oásis cultural no meio do deserto não é tarefa fácil e, segundo, um lugar que vende hedonismo como aperitivo, acaba por sucumbir ao mesmo Síndrome de Ícaro de tantos outros.
Ao longo de dez temas, o novo álbum mergulha na música popular urbana açoriana, cruzando-a com influências pop e indie. O resultado é uma ponte natural entre gerações e geografias.
O álbum conta ainda com uma participação especial de Zeca Medeiros, figura maior da cultura açoriana e referência fundamental na formação identitária da banda.
Os WE SEA são o resultado de vivências que brotam de uma ilha plantada no meio do Atlântico. São Miguel é o seu porto de partida — o mundo, inevitavelmente, o de chegada. A partir do encontro entre amigos nasce uma linguagem própria, construída em guitarras que se desdobram, doces melodias e uma estética que respira entre o indie, o pop e a música popular urbana açoriana.
Apesar de enraizados na terra e no mar que os viram crescer, a música de WE SEA revela-se cosmopolita, consciente do seu tempo e firmemente ancorada na contemporaneidade. Há neles a insularidade que marca, mas também a ambição de quem sabe que a sua geografia é apenas o ponto onde a viagem começa.
A banda carrega influências que acompanharam o seu percurso — nomes como Zeca Medeiros, Luís Gil Bettencourt ou Susana Coelho — e transforma essa herança num manifesto contemporâneo, que continua a escrever a história musical dos Açores.
