História

A Associação Cultural Maré de Agosto constituiu-se formalmente em 1987 mas, resultou de uma “noite mágica” em 1984 que sem saberem seria a primeira de muitas marés.

Efetivamente, o festival teve a sua origem, quando um grupo de artistas Açorianos resolveu promover um encontro de músicos na ilha. Daí até à concretização da ideia foi um passo, feitos os contactos, eis que se juntam alguns dos mais representativos músicos dos Açores na pequena ilha de Santa Maria. A iniciativa agradou de tal forma a todos, que a decisão de continuar com o evento foi natural merecendo desde logo o consenso de todos os intervenientes.

As primeiras edições realizaram-se em vários palcos espalhados pela ilha; na Praia Formosa, na então denominada "Pousada da Praia" (atual Paquete), Discoteca Chaminé, na Piscina do Aeroporto. Estes foram os palcos principais em 1984 e 1985. Posteriormente foi também utilizado o já demolido Ginásio do Aeroporto. A ideia cresceu e a partir de 1986 estipulou-se um local definitivo onde se pudessem reunir outras condições para a realização da festa. O festival ficou assim sedeado na Baia da Praia Formosa a escassos 20 metros do mar, cenário considerado por muitos de "mágico".

Neste mesmo ano surgiu também outra inovação. A vontade de aprender, trocar experiências e conviver falava mais alto, e foi assim, que se começou a trazer a Santa Maria grupos oriundos de outras paragens. Continente Português, Estados Unidos, Africa, Brasil entre outros.

Com um crescimento tão rápido e com uma ambição enorme, havia que oficializar o evento. Surge assim, oficialmente em 1987, a A.C.M.A. - Associação Cultural Maré de Agosto. A sua principal atividade é a realização anual do Festival internacional de música Maré de Agosto. Contudo, a sua atividade não se resume à organização desse festival, realizando também, vários eventos em quase todas as áreas das Artes (workshops, teatro, artes plásticas, fotografia, etc).

A Associação assume-se como um dos mais importantes polos dinamizadores da ação cultural e lúdica, numa pequena ilha de menos de 6000 habitantes, e como uma referência indesmentível no panorama cultural açoriano. Do mesmo modo, essa atividade tem constituído um enorme contributo para a dinamização económica da ilha de Santa Maria, nomeadamente no sector turístico.

É sem dúvida, pouco vulgar um Festival de Música conseguir esta longevidade de edições anuais ininterruptas. Esse facto toma-se ainda mais raro quando esse Festival se realiza numa pequena ilha no meio do Atlântico Norte e assume maior relevância pelo generalizado reconhecimento da sua qualidade.

Um acontecimento lúdico e cultural que já levou a Santa Maria mais de 400 espetáculos, proporcionados por mais de 250 grupos diferentes e cerca de 2000 músicos.

Entre eles, nomes destacados do panorama musical, nacional e internacional, representativos das mais diversas correntes estéticas. Mariza, Tânia Maria, Matisyahu, Extreme, Rui Veloso, Madredeus, Trovante, Sérgio Godinho, Carlos do Carmo, Trevor Watts, José Mário Branco, Fausto, Carlos Paredes, GNR, Xutos & Pontapés, Resentidos, Ivan Lins, Rão Kyao, Júlio Pereira, Maria João, Mário Laginha, Martinho da Vila, Zizi Possi, Waldemar Bastos, Gabriel o Pensador, James Cotton, Omar Sosa, Dave Murray, Eric Sardinas, John Lee Hooker Jr., Celtas Cortos, Kíla, Anthony Gomes, Trio Mocotó, Skatalites, Angélique Kidjo, Asian Dub Foundation, Gentleman, Stanley Jordan, Lenine, Ana Moura, Jahcoustix, Royal Republic e Selah Sue são apenas alguns dos que figuram nessa "galeria de notáveis".

Muitos outros, porventura menos divulgados, têm regularmente assumido o papel de agradáveis surpresas deste certame musical. É indesmentível que a todos eles se deve uma boa parte do sucesso da Maré de Agosto.